Quarta-feira, Julho 04, 2007
NOVO ENDERECO DO BLOG
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Crônica em torno do mistério chamado Amsterdam
Amsterdam. Friissima, belíssima, cheia de contornos adoráveis, rebusques e chuvas intempestivas, flores por toda a parte, sujeira também, lojas sofisticadas, botequins sórdidos, gente linda, gente muito feia, gente muito estranha, gente, gente, gente...
A cidade de Amsterdam prega a absoluta liberdade de expressão, estando implícito nesse conceito o uso irrestrito de drogas, o explicito homossexualismo e a bizarrice na maneira de vestir-se.
Então, diz o folhetinho da agencia, você pode a qualquer momento encontrar um gay vestido de Robin Wood, cabelos azuis e usando patins, isso é coisa corriqueira e ninguém liga .
Ora.
Ora bolas.
Por que alguém sairia à rua vestido de Robin Wood, usando tinta azul nos cabelos e calçando patins?
A resposta é:
PORQUE QUER MUITO CHAMAR A ATENÇÃO DAS PESSOAS PARA SI!
Que mentira mais besta essa de cidades como Amsterdam, New York, Milão, Tokyo, de dizer que ninguém está nem ai pra ninguém! É claro que está! Quando passa alguém diferente todo mundo repara!
E ademais, ninguém quer ser ignorado! Todo mundo deseja ser bonito, estar bem, ser admirado!
Jamais vou aceitar essa bobagem!
E é claro que tem holandês educado e generoso! Dorotha, encontrei-a numa calçada indo trabalhar, pedi ajuda pra tomar o metrô e ela ME LEVOU ATÉ A ESTAÇÃO CENTRAL!!! E me orientou sobre como tomar o Metrô!
Isso é incrível! Valeu, Dorotha!
BREAKING NEWS!!!
. Thais e Camila num supremo desrespeito com a vó apelidaram-na nada mais nada menos que Tênia, argumentando que a vó não faz outra coisa senão comer.
. Holandeses são enormes!
. Nas lojas de sapatos femininos há numero 44, bico largo.
. Cada viado bonito que só!
. Comidas tristes...
. Bicicletas caindo aos pedaços. Sou muito mais as de Cruz das Almas.
. Canais mais limpos que Veneza.
. Maconha nas lojas feito cigarro. Mas não comprei. Não fumo.
. Tão botando olhado em Lula. Ele abre cada boca!...
. Um relâmpago me acordou essa madrugada. Parecia bomba.
. E por falar em bomba lembrei que em Londres eu estava no banheiro tomando banho quando soou o alarme de evacuar o prédio. Era apenas um teste. Passei o dia com piriri. Evacuando. Conseguiram o objetivo.
. Lula me contou que ao ouvir o alarme se preparou para o estouro. Eu lhe disse então que os terroristas inda não alcançaram tal sofisticação. Eles não avisam que vão explodir, explodem e pronto.
Nos hotéis as paredes que separam os quartos são feitas em gesso. Um detalhe erótico. Áudio-erótico, melhor dizendo.
Sem mais me despeço, amanhã temos fazendinhas holandesas, moinhos de vento, queijos e trajes típicos.
Relâmpagos i-na-cre-di-tá-ve-is.
Terça-feira, Julho 03, 2007
Micos, Monkeys, Macacos Me Mordam!...
PECADOS E PROMESSAS... E MAIS PECADOS... E MAIS PROMESSAS...
Entrando nos casamentos alheios... Essa Raulinda!!!
E vamos pagando micos...
MAIS DO VELHO MUNDO...
NAVEGANDO...





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25/06/2007
Queridos:
Estou nesse momento em que vos escrevo a bordo dum vôo da TAP, acompanhada dos meus sogros, Lula e Rau, minha filha Camilinha, minha sobrinha Thais e Paulinho, meu gato - marido.
Já jantamos.
Lula e Rau estão um tanto apreensivos porem amando a experiência. As luzes já foram apagadas, eles estão sentados nas duas poltronas da frente e preparam-se agora para dormir, meio ressabiados, ele mais do que ela é bom que se diga, sem embargo da valentia cantada em prosa e verso pelos Nunes, cabras-machos no mais puro sentido da palavra, tendo sido tal valentia testada reiteradas vezes, todas elas porém em terra firme.
Vestidos a caráter, os dois, como se a sua nacionalidade pertencesse ao Velho Continente.
Lamentei a ausência de celebridades a bordo. Não por minha causa, evidentemente, tenho medo de celebridades, já o declarei aqui e torno a fazê-lo a despeito de vez por outra ser posta à prova por força de circunstancias alheias à minha vontade. Mas dessa vez gostaria por demais que houvesse alguém importante ou mesmo, até mesmo! Quem diria! do Big Brother Brasil!
Por que? Ora, por que! Para tornarmos a viagem mais interessante pra eles, ou melhor dizendo pra ela que é tão antenada e não deixa passar coisa nenhuma! Isso os distrairia por alguns momentos dessa longa e cansativa travessia atlântica.
Mas o melhor que tive até o presente momento foi exatamente um casal de meia-idade que resolveu TRANSAR bem aqui ao meu ladinho!!! Quando digo que atraio, as pessoas não querem acreditar. Na verdade, eles não estão transando, estão apenas namorando, mas só pro governo de vocês eu percebi que já rolou um tipo de atividade para – sexual, se é que vocês me entendem.
Oh! Deus! Por que essas coisas teimam em acontecer comigo? Fico pasma! O sujeito vestiu-se de vermelho da cabeça aos pés e teima em parecer um teenager descoladão. Não conseguiu. Parece-se com um salame anêmico. E a mulher já bastante entrada em anos passa o tempo inteiro a provoca-lo, digo sexualmente, fazendo caretinhas e falando com voz de criancinha, tatibitate.
Tenho HORROR a mulher que trata o companheiro fazendo voz de criancinha. HORROR.
29/06/2007
Lisboa é linda. Portugueses são mal-criados. Evidentemente toda regra tem a sua exceção e essa não é diferente.
Diálogo com a rapariga que atende à freguesia duma lanchonete:
Todos estamos sentados à mesa e ela vem tirar o nosso pedido.
Paulinho então lhe pergunta o que há para comer. Ela responde malcriadamente que ‘tens que ir à vitrina, gajo, não podes ver com os meus olhos’.
Num outro restaurante o sujeito me atende com vontade-zero. Ao fazer o pedido de Camila ele se abre inteiro num sorriso de dentes mal-cuidados. Eu então na intenção de conquistar a sua boa-vontade digo-lhe:
_ Ahá! Pra ela você sorri, não é?
Ao que ele me responde secamente:
_ Não sou obrigado a sorrir para todos!
: /
Lisboa é uma coisa linda de Deus! Um docinho de cidade! Infelizmente o que estraga são eles, os portugueses, lisboetas pra termos uma rima bem perfeita!
Subir pra cima, descer pra baixo, a última flor do lácio, absolutamente inculta e inda bela embora meio velhusca, pra falar a verdade essa língua é uma cousa!
.
Londres é o fim. Ou está perto do fim... talvez por ser O FIM. Que o digam os terroristas. Jamais quero voltar a essa cidade.
Não recomendo. É ‘coisa pra inglês ver ’. Assim que chegarmos ao Brasil declinarei toda a história de Londres. No momento apenas lindas fotos de opulentos monumentos inanimados. Tenho pena dos ingleses. Imaginam que estão treinando nessa vida porque têm direito a outra encarnação em nome da Rainha, pobre rainha velha e alquebrada. Pobre gente feita de marzipã...
O Tamisa é sujo e gelado. O Big Ben é lindo! A Monarquia é inútil... os carros que servem de táxi são ótimos, os motoristas nem tanto, mas isso não chega a ser uma grande novidade, em toda grande cidade estrangeira é assim, é até clichê dizer que motorista de táxi é mal-educado.
Que pena! Eu tinha grandes esperanças depositadas em Londres...
O dia por aqui continua nos enganando, nascendo cedo demais e morrendo tarde demais... vez por outra ficamos com fome por perdermos a hora do jantar...
Esse é o verão europeu mais frio de que eu tenho notícia... saudades do sol...
Onde estamos agora? Amsterdam. Faz muito frio, chove horrores e estamos hospedados num hotel modernoso, desses conceituais, guardanapos pretos no restaurante, paredes forradas por assoalho de ônibus, quartos exíguos, não há frigobar, não há serviço de quarto, há um clima meio lesbian-chic fashion..
e agora a pouco fui ao lobby perguntar sobre o acesso à internet, depois de na chegada já ter feito algumas perguntas... a mocinha gorda e feiosa que trabalha ao lado duma loira deslumbrante é a única que fala espanhol ( enchi o saco do inglês )...
Ao me ver novamente a bicha feia fez uma cara de enfado
( pretendendo ser chique ) e disse : _ Oh, no!...
A top-model colega dela veio em meu socorro e sorriu debilmente, pedindo desculpas pela grosseria da colega.
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
I d’ont want stay here
I wanna to go back to Bahia!...
Quarta-feira, Junho 27, 2007
É bom namorar em Lisboa...
Quem herda não rouba..
Coisa mais linda da mamãe!
Ela disse que quer ir! Sogra sanguinária é outra coisa!!!Link
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Topam qualquer parada esses dois!
A Central de Lisboa à noite, coisa de se ver!
Paulinho e a 'viatura'arrepiando nas 'auto-estradas'!
Elegantes, sempre!
Nós, desembarcando em Lisbon...Vidinha Dificil...
Domingo, Junho 24, 2007
AI, MEUS OVOS...

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Existe uma oraçãozinha idiomática suja, uma expressão de baixo calão no nosso amado português, mais precisamente aqui no nordeste do pais, que ao traduzirmos para uma linguagem mais palatável, mais afeita aos salões sociais e à boa educação obtemos uma sintética e perfeita definição para uma prática de uso corrente em nossa sociedade baiana. É baixo o calão e de uma grosseria imperdoável mas ultimamente eu tenho estado por tantas vezes frente a essa situação à qual se refere a citada frase que começo a acha-la até bem bonitinha...
A essa altura vocês estão em cólicas de pura curiosidade, né, loucos por saber que baixaria tão miseravona é essa...
Engraçado, a curiosidade... abro aqui um parêntesis para discorrer um pouco sobre essa tão humana característica, a curiosidade. Eu não sou curiosa. É claro que essa maturação não aconteceu do dia pra noite, é resultado de um treinamento de anos. Me propus ainda adolescente a domar a curiosidade por acreditar ser ela um fator de risco considerável na vida de alguém. Ora, certos conhecimentos são tão indigestos que ignora-los é a melhor opção. Alem do que o sujeito que não é curioso, como eu, tem a salutar ilusão de que todo mundo o adora e vive feliz da vida numa nuvem cor de rosa. Ao passo que um curioso emérito sofre as penas do inferno por fuçar coisas às quais devia mesmo era esquecer,botar uma pedra em cima e ir cuidar da própria vida. Mas acaba mesmo é por conquistar um monte de inimigos.
Ganha-se muito sendo pouco bisbilhoteiro. O tempo gasto nessa atividade pode muito bem ser empregado em coisas muito mais úteis, a exemplo de dormir em paz, ver um bom filme, dar um passeio, conhecer a vida marinha do Atol das Rocas, etc.... em resumo, qualquer coisa é melhor por exemplo do que descobrir via curiosidade que o marido daquela sua amiga é um filho da puta traidor embora ela o tenha na conta de um santo de altar.
Feito o parêntesis, voltemos então ao tema inicial, aquele que nos trouxe a esse colóquio.
De vez em quando percebo em gente muito próxima a mim essa atitude sobre a qual se refere a tal expressão mal-assombrada. E concluo tristemente que todo o trabalho de base que tentei desenvolver com essa gente, mostrando a eles desde o comecinho do nosso relacionamento que lamentavelmente eu não comungo com tais atitudes foi inteiramente debalde. O que posso fazer mais prá que eles aceitem que eu GOSTO de simplicidade, GOSTO de viver igual a todo mundo e DETESTO esnobação? Que me constrange a ostentação em qualquer nível? Confesso que nesse momento nada me ocorre...
Mas vocês pensam que desisto? Então é porque não me conhecem o suficiente! Não desistirei jamais de atestar o meu desprezo, não por essas pessoas e sim pelas atitudes tolas e estéreis delas!
Pois é.
E tenho dito.
Hã?
A expressão?
Que expressão, menino?
A do começo do texto?
Ah! É mesmo!
Ia me esquecendo! Tô quase ficando uma véia coroca!
Mas será que fica bem eu repetir essas coisas feias aqui?
Vocês não vão pensar que eu sou dessas?
Então tá.
Então...
Olha, Jorginho*, pára de GOZAR COM O PAU DOS OUTROS, fio!
E EU NEM TENHO PAU!
QUER FAZER MÍDIA EM CIMA DE MINHA PESSOA, OTÁRIO???
( pronto. falei. ufa! )
* NOME FICTÍCIO PRÁ PRESERVAR A IMAGEM DESSE SACANA. MAS ELE SABE QUE É ELE, AH! SE SABE!..
Sábado, Junho 23, 2007
Mala, again...
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Gente boa do meu Brasil varonil:
A história da mala é uma BRINCADEIRINHA, um CHISTE, uma BESTEIRA. Mas ainda assim agradeço penhoradamente aos conselhos prestimosos dos meus assíduos, anônimos e fiéis leitores.
P. S. A bem da verdade, prefiro fazer minha mala quando estiver lá.
: )
MALA
Oh! Sole Mio!
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Penso que sou mesmo uma pessoa estranha. Em viagens gosto de programas que ninguém gosta. Gosto de me sentir um habitante do lugar, ver o movimento das escolas, os estudantes, os supermercados, os garis, os aposentados em suas praças, gosto de ir comer em lugares simples, andar de metrô, entrar em igrejas, templos pouco visitados, copiar um pouco os hábitos do morador do lugar, presenciar diálogos corriqueiros na língua, encostar no balcão de algum boteco e observar o movimento, essas coisas. Sem graça, né? Pois é, acho que sou mesmo meio louca.
Um dia presenciei uma confusão na lanchonete do Aeroporto La Guardia em New York. Fiquei tão envolvida que por pouco não perco o embarque do meu vôo. A moça negra, claramente imigrante ilegal chorava copiosamente por detrás do balcão e a colega se esgueirava pra dizer à outra algumas palavras que pareciam conselhos, cuidando pro chefe não perceber a manobra. O chefe, um ferrabrás gordo suando feito um porco olhava feio pro lado onde elas estavam a inquirir onde estava a pobrezinha escondida. Acho que a mocinha estava sendo pressionada pelo patrão a cumprir hora extra sob pena de ser entregue ao serviço de imigração. E também me pareceu que a menina não tinha como fazer o que ele queria porque trabalhava o outro turno numa lanchonete distante dali. E eu ali a fuçar a vida dos outros numa prática que parecia meio paparazzi , já estava a ponto de me meter na historia e acalmar a pobre mocinha quando o chefe gordo e horrível olhou feio na minha direção e balançou o focinho a me perguntar o que eu queria por ali olhando a vida alheia. Rapidamente saí do lugar e segui o meu caminho. Gostaria tanto de saber como terminou aquela historia!
Noutra vez em Paris levei bons trinta minutos a observar um segurança duma loja elegantérrima na Rue Montaigne. O moço negro, muito bonito, elegante no terno escuro postava-se ao lado da porta de vidro ostensivamente, a loja não fazia segredo da presença do segurança, muito ao contrario, o rapaz estava quase destacado no carpete de tom amanteigado. Mas repentinamente passou a se retorcer, discreta mas insistentemente enquanto praguejava baixinho em francês. Acho que algum inseto entrou na sua roupa e o segurança ficou completamente inseguro. Depois de algum tempo ele conseguiu se livrar do que lhe incomodava e voltou à imparcialidade habitual.
Que espécie de turista eu sou? Gostaria de saber. Isso é turismo?
Em Lisboa uma mulher sentada à mesa de um restaurante no Shopping Amoreiras comia algo como fosse um feijão. Era uma mulher usando um traje árabe, com aquele tradicional lenço cobrindo a cabeça e metade do rosto. Mas a criatura era tão estabanada que o feijão ou seja lá o que fosse escorria por dentro das pregas do lenço sujando tudo. Argh! Tive ânsia! Ao final da refeição a madama arrotou fartamente. Arre égua!
Falando honestamente?
Não gosto de visitar museus. Sinceramente não. Fico logo cansada, minhas pernas doem, não sei história e geografia direito, não me situo dentro da experiência. Fazer o que? Não gosto. Sou franca. Acho que museu é que nem salada de folhas. Ou você gosta ou não. Não dá pra ficar no meio termo.
Gosto mesmo é de caminhar a esmo, pelas ruas e becos das cidades.
Amei estar em Veneza. Um dia eu volto. E faço o passeio de gôndola durante o dia. Porque quando estive lá cismei que o passeio deveria ser à noite, muito mais romântico.
E foi.
Vimos ratazanas enamoradas sob as pontes transando furiosamente. E um cheiro nauseabundo pairava opaco na atmosfera. Alem da água que parecia um mar de lama negra.
Até hoje tem gente que me olha atravessado por isso.
Sexta-feira, Junho 22, 2007
MACONHA, SOGRO, SOGRA, MARIDO, FILHA E SOBRINHA.

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Ligo pra um amigo que morou por muitos anos em Londres. Conto-lhe que estou de partida pra Europa, vou com minha família, meu marido, minha filha, sogro, sogra, sobrinha, quero saber sobre programas interessantes na terra da Rainha alem do Big Ben e dos tablóides fofoqueiros.
Conversa vai, conversa vem, pergunto-lhe se já esteve em Amsterdã. Ele, candidamente, sem o menor traço de pudor me saúda alegremente e diz:
_ Claro que sim! Que maravilha, Mônica! Vocês vão a Amsterdã?
Nossa!
Vai poder fumar maconha livremente! Lá a erva é vendida em qualquer barzinho, cybers cafés, é ótimo, e é barato, viu? Nao é esse absurdo daqui não!
E eu:
_ É mesmo, fulano? Que maravilha, hei de fumar um monte de maconha, voltarei uma maconheira de responsa!
E agora vocês me respondem:
_ Pode uma coisa dessas?
Eu atraio, sabe?
Por favor, minha gente! Por Deus! Me ajudem!!!
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Tenho um problema sério e quero dividi-lo com vocês.
É chato, é irritante, é penoso, eu gostaria muito de não precisar resolver isso mas a verdade é que ninguém pode cuidar disso por mim. Terei de ser eu mesma a solucionar esse imbróglio. E eu sofro. Ah, gente, como eu sofro com isso! É um tormento, um abuso, uma consumição de juízo, ah, como eu sofro, por Deus!
Queria ser pratica, tomar de uma vez essa decisão e não me torturar dramaticamente como eu faço...
Chego a chorar diante desse impasse! Meu Deus, o que eu faço? Me ajuda, Senhor! Prometo acender uma vela de sete dias em teu louvor se me ajudares! Prometo rezar um terço também! Nem sei rezar terço mas prometo que aprendo! Até Salve-Rainha eu sou capaz de aprender, ao menos eu deixo de ficar repetindo os sons da reza como um papagaio e de uma vez por todas rezo-a certinho como deve ser rezada.
Quem dera eu achasse alguém pra me ajudar... seria tão bom! Seria bom por demais! Mas eu nem sei se mereço que Deus se compadeça de mim...
Espero ao menos a solidariedade de vocês, amiguinhos fidelíssimos e anônimos ( alguns )...
Mas só se ninguém zombar do meu sofrimento, ta?
Porque é muito sofrido mesmo! Podem me acreditar! É angustiante e faz pouco da minha capacidade intelectual! Invejo as pessoas que têm esse problema e conseguem se desvencilhar dele com tranqüilidade!
Eu... Eu? Eu faço uma tragédia grega! Me descabelo, me angustio, me desespero!... Por Deus, alguém me ajude!!!
Por Deus, alguém me ajude a fazer as malas!
Segunda-feira viajo pra Europa e preciso fazer as malas! São vinte dias.
É.
É chato demais fazer malas.
É isso.
Né?
MESTRA EM SONHOS
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Pelo Orkut Luci me manda um scrap. É recado, né, scrap? Em inglês? Nunca que eu sabia!
Pois.
Luci me conta que durante as festas juninas ela vende fogos de artifício em Juazeiro.
E com isso conquista pelo menos dois bons objetivos. Um, prático, de ordem financeira.
Uma graninha extra nunca fez mal a ninguém.
E o outro...
Ah! o outro...
O outro objetivo de Luci me seduziu inteiramente!
Luci pretende ao vender fogos colorir por alguns instantes o negro céu noturno de Juazeiro!
Tenho tanto amor a fogos de artifício! Me dá até uma agonia de saber que dentro daqueles cartuchinhos moram tantas cores brilhantes, tanta beleza, tanta alegria, e que ao acendê-los está decretada a sua iminente morte!
É como uma Caixinha de Pandora às avessas onde ao final só restará o borralho no cartuchinho...
Vocês não estão entendendo!
Vender fogos de artifício não é como vender comida ou livros escolares! É muito mais complicado!
O que pode ser mais fácil: vender um par de tênis Nike da moda ou vender fogos de artifício?
Ahá!
Há que se ter muita, mas muita sintonia com a poesia para labutar com fogos de artifício!
Vender fogos de artifício é o mesmo que vender sonhos!
São fugazes os fogos e os sonhos... são tão lindas as festas juninas... a vida é fugaz.
Ah! Luci! Que coisa mais boa! Essa visão tão superior do mundo me comoveu!
Ora, danem-se os tolos políticos que não vêem senão aos próprios umbigos gordos e ao gelo derretendo nos copos cheios de uísque das noitadas cheias de vazios.
Eles jamais saberão da alegria que o povo tem no coração!
Você acha que protestar contra o descaso às Festas Juninas, tão propriedade do nosso povo pobre e sofrido vai amolecer o coração cheio de pontes de safena e gordura saturada que têm esses homens?
Eles não se dão com a poesia, filha! Nascem já predestinadamente defeituosos, lhes falta a luz da sensibilidade e da emoção.
Penso que políticos são animais irracionais.
Sério! Penso isso mesmo!
Eles fazem parte de uma cadeia alimentar insólita que autofaga-se e por serem irracionais jamais se darão conta da própria inutilidade.
Vamos! Vamos encher a cidade de cor e luz! Vamos tornar o instante mais feliz! Vamos nos ver pequeninas como éramos em criança, refletidas naquelas cores tão maravilhosas dos fogos de artifício!
E quando ao final só restar o borralhinho quente das cinzas, não terá sido em vão a nossa aventura, teremos sido felizes ao menos por alguns instantes!
Pois é, querida Luci, filha de Aimèe.
Você acaba de entrar para a minha Galeria de Pessoas Que Valem a Pena e recebe a Comenda de Mestra em Sonhos. Pode não ser grande coisa politicamente mas lhe garanto que pra render conversa vai ser de grande utilidade.
Um beijo, Mestra em Sonhos.
Man at Work

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O melhor jeito de se fazer é fazer com capricho. Qualquer coisa que se faça. Sabe, assim, enxugar as mãos? Enxugue-as com capricho. Varrer um lugar? Varra-o com capricho. Se vai ler alguma coisa, leia com todo o empenho do mundo! E se vai passar algum tempo fazendo nada muna-se de todo o capricho que puder para que esse ‘dolce far niente’ seja pleno e muito bem aproveitado.
Seu trabalho é de onde você tira o seu sustento, não é? Sendo assim, deve ser o melhor do seu tempo. Ora, nada mais natural e saudável do que você caprichar ao máximo nessa atividade! Respeite a oportunidade que tem de trabalhar, honre-a e comemore-a, nem todos têm essa chance, pode acreditar!
Comer, que alem de ser uma necessidade é uma delícia, deve ser coisa levada muito a sério. Sente-se à mesa e dê-se a oportunidade de ser um gastrônomo. Deguste o que vai comer, sofistique-se, empenhe-se, assim é muito mais gostoso!
Sexo também, por que não? Um encontro sexual é algo que merece todo o capricho desse mundo! Não falo de frescuras, bobagens, artifícios eróticos, não, nada disso. Falo mesmo é de jogar-se de cabeça, impregnar-se naquilo e tudo o que vier será o melhor lucro do mundo!
E agora vocês devem estar se perguntando: _ Ora, bolas, por que será que Mônica está falando essas coisas? Será que surtou? Ou resolveu publicar mais um inútil livrinho de auto-ajuda, desses que abarrotam prateleiras de livrarias pés-de-chinelo?
Ora, nada disso, meus caros amiguinhos anônimos e fieis! Apenas uma certa tristeza resignada... Tenho testemunhado algumas pessoas, atitudes e fatos que me deixam perplexa e en passant, ligeiramente desanimada...
Onde está a alegria de viver dessas criaturas? Onde está o prazer de poder fazer?
De ter a capacidade de fazer? Onde foi parar a delicadeza e a disponibilidade?
Onde estão os rituais? Tudo agora tem uma praticidade plástica que me enjoa! Ninguém mais liga pro apuro e pro preparo? Ou sou só eu que vejo essa realidade?
Vocês entendem o que eu estou falando? Por favor, me digam que eu não estou ficando louca ou que fiquei détraqué antes do tempo!
Parem de comprar tudo pronto e experimentem fazer uma vez, ainda que meio tosco, errado, bagunçado, mas é bom fazer, é uma delícia fazer, mesmo que seja só pra experimentar!
Hoje vou rezar um pouco antes de dormir. Pro mundo se humanizar mais. Em todos os sentidos.
Amem.
Quarta-feira, Junho 20, 2007
Feliz, Feliz, Feliz!!!





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Deus nos fez à sua imagem e semelhança através do seu amado filho e nos premiou com uma alma abençoada. Contudo nos negou a suprema delicia de ser uma trindade à sua moda. Poder ser três e estar em três lugares ao mesmo tempo usufruindo de todos os prazeres da vida em tecnicolor é simplesmente uma idéia adorável! E é mesmo uma pena que não possa ser assim a realidade.
Então vou vivendo como posso, vez por outra fracionando a alma em pedacinhos saudosos.
Por hora subdivido-me espiritualmente em três, desejando poder estar ao mesmo tempo em lugares tão amados e tão fundamentais em minha vida.
Sim, fiz o festejo prometido ao santinho, Antônio. E foi uma festa linda! Como uma mágica tudo com o que eu sonhara por tantos anos se transformou em realidade diante dos meus olhos e eu pude rever tantas e tão lindas cenas da minha infância.
Passei uma semana inteirinha no sitio trabalhando que nem uma louca, eu e a turma de colaboradores empolgados com o andamento dos preparativos. Ah, nada me dá mais prazer do que ver aparecer no fundo do olho de alguém o brilho do interesse em aprender alguma coisa! É a melhor droga que posso consumir! E como eles gostam de aprender! É o máximo isso! Não dá pra entender como é que governantes não são contagiados por esse fogo, essa anima! É tão pouco e pode render tanto! Tenho procurado passar noções de reaproveitamento de material abandonado encontrado na região tal como madeira cortada, bambus, plantas, pedras, enfim uma infinidade de possibilidades para transformar a qualidade de vida dessas pessoas.
Todos na região sabem fazer alguma coisa e se prontificaram a participar desse mutirão. Enfeitamos a Sinhazinha com uma profusão de flores em papel crepom e em palha de bananeira. Tereza Araújo, ela mesma, a dama do artesanato baiano, fazedeira profissional de arranjos lindos em crepom, foi ela a autora desse jardim. Muitas bandeirolas tingiram de cores o verde daquele céu na terra. Tia Angelita _ a maioral quando se trata de decorar uma casa _ deu um show de arrumação! A casinha - grande estava deslumbrante!
A procissãozinha que fizemos pro santinho jamais sairá da minha lembrança. Um punhado de meninos empunhando lanternas dentro da noite escura com breu, na frente um grandinho envergando asas fazendo de anjinho, uma coisa! Todos cantando, o povo da cidade, Sandrinha, Maria Heli, Stela, Tia Angelita, Joanilson, Laís, Thaís, Laís Nunes, Clara, Lisa, Verena, Candinha, Fernanda, Dora, Kenko, tanta gente que nem dou conta de lembrar, Paulinho, Camila, eu com o violão acompanhando aquele canto tão alegre, meninos pobres antevendo a gostosura da festa, mesa farta, dança, alegria, lindos fogos de vista, cores nunca vistas no céu da Cordoaria, céu pobre mas lindo, lindo, lindo por demais!...
E meus convidados da cidade? Graças a Santo Antônio só ouvi elogios à festa, à casinha, à historia toda! Que bom que gostaram! Fiquei honrada e feliz com isso! Nada melhor pra quem faz a festa do que saber que todos gostaram.
E o Pau de Sebo? Seis metros, enorme, encerei durante a tarde, tantos produtos esfreguei no tronco polido de eucalipto, como premio uma vistosa sacola cheia de guloseimas e uma cédula importante, dinheirinho bom, quis alimentar a cobiça da meninada, empolgá-los, não acreditava que algum deles conseguisse o feito.
Pois não é que ao cabo de mais ou menos uma hora foi erguido uma espécie de totem humano e um magrelinho ávido tascou o premio! E tão feliz ficou que desprezou até mesmo a camisa com que foi à festa, está lá até hoje, não voltou para busca-la.
Improvisamos uma animada quadrilha, eu e Camila, sanfoneiro pé de serra tocando e cantando no gogó somente, sem amplificadores, acompanhado apenas por triangulo e zabumba, todo o povo do arraial dançando o trancelim, a grande onda, o olha a chuva!, o olha a cobra!, coisa de se ver! A mulherada toda nos trinques, batons e ruges, brincos enormes, umas tetéias! Os homens, compadres, indóceis, a paquera rolando solta pela noite adentro. Paulinho, um dançador de primeira, arrasta-pé pra ele nunca foi mistério, dançamos um bocado.
Muita comida, muita bebida, licor de tantos sabores, bolos maravilhosos, milho , assado, cozido, amendoim, sarapatel, pamonha, queijo, quentão, o pecado da gula foi amplamente glorificado sob as bênçãos de Antônio Santo, o padroeiro do Alto da Sinhazinha.
Tô feliz.
Bom demais.
Obrigada, padroeirinho!
P. S. Obrigada, Tânia, pelas fotos, sei que elas têm pouca qualidade por conta da emoção na hora em que foram clicadas. Mas só o fato de tê-las já é suficiente para registrar um momento tão incrível.



































